Levantando a bandeira do enfrentamento e da prevenção ao suicídio, salientando a importância da escuta e do acolhimento e promovendo o diálogo aberto sobre o tema, líderes religiosos, profissionais de saúde, representantes de instâncias municipais e sociedade civil se uniram, no último sábado (21), para uma “caminhada pela vida”.
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Foto: Ana Maria Simono
O movimento, que saiu da Praça da Bandeira, contou com o apoio da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT), e o intuito, segundo organizadores da ação, foi sensibilizar a população para desmistificar o tema e alertar sobre as formas de prevenção.
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Foto: Roberto Fonseca
No Brasil, os números são alarmantes: um caso de suicídio é registrado a cada 45 minutos e dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que o país é a 8ª, entre as nações com maior índice de suicídios.
“Quando a gente fala hoje de saúde, a gente tem que ter uma visão global, pensar nos aspectos biológicos, sociais, psicológicos, religiosos, da cultura em que a pessoa está inserida. Precisamos parar com esse negócio de falar que psicólogo é coisa de doido, que as pessoas só devem procurar o serviço em casos de surto. Nós, enquanto profissionais, trabalhamos com prevenção e precisamos desmistificar isso para as pessoas entenderem que sofrimento psíquico todo mundo tem. E esse sofrimento não escolhe raça, não escolhe religião, não escolhe posição socioeconômica. Quando uma pessoa pensa em tirar a sua própria vida, não é uma questão de covardia, não é um ato de coragem, é um ato de sofrimento. Então a gente precisa acolher o sofrimento do outro, respeitar o sofrimento do outro, parar de achar que é besteira, e entender que, se a pessoa está pedindo socorro, é porque ela precisa ser socorrida. Nós estamos aqui pra isso”, enfatizou a psicóloga Steleyjanes Rodrigues, que participou da caminhada representando o GTI, Grupo de Trabalho do Conselho Regional de Psicologia – 3ª Região, ao lado da coordenadora Larissa Noronha e de outros psicólogos.
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Foto: Roberto Fonseca
Para o pastor Hélio Júnior, que participou ativamente da organização da caminhada, “o movimento não é de uma religião, mas da sociedade civil”. “O evento não tem uma placa, mas é significativo. É a sociedade aqui reunida”, afirmou o líder religioso, que destacou a importância da união de esforços e da luta coletiva para a prevenção, o acolhimento e o tratamento à depressão.
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Foto: Roberto Fonseca
No total, cerca de 200 pessoas participaram do movimento no último final de semana. Da Praça da Bandeira, os integrantes seguiram sentido Praça Ruy Barbosa e encerraram o percurso no Coreto. Panfletos e informações sobre canais de diálogo, sinais e estatísticas foram distribuídos à população durante o ato.
Confira as fotos:
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Foto: Roberto Fonseca
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Foto: Roberto Fonseca
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Foto: Roberto Fonseca
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Foto: Roberto Fonseca
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Foto: Roberto Fonseca